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Dicas para compra certa de óculos de proteção graduados

Quais os cuidados que preciso na hora da compra?

Uso óculos de grau, mas meu trabalho exige que eu use EPI, quais os procedimentos para aquisição de um óculos de proteção que já venha com o grau certo pra mim? Neste artigo daremos à você algumas dicas para a compra certa

  • Ao realizar a consulta com um oftalmologista informe que se trata de receita para óculos de segurança;
  • Sempre consulte o CA da peça antes de adquiri-la, os links são: http://caepi.mte.gov.br/internet/consultacainternet.aspx
    ou https://consultaca.com/;
  • Questione qualquer atributo da lente ou armação que não esteja contemplado na descrição do CA;
  • Verifique qual o material da lente que é permitido na armação;
  • Os CAs estão vinculados ao CNPJ do fabricante, verifique se o fornecedor das lentes graduadas é o próprio fabricante;
  • Caso o fabricante terceirize a confecção das lentes, exija a carta de homologação na qual o mesmo autoriza o fornecedor a inserir lentes em suas armações;
  • A colocação de lentes graduadas em armações por conta própria, em óticas convencionais caracteriza invalidação do CA e perda da garantia do fabricante;
  • Desconfie de armações graduadas muito baratas, armações fora das especificações tem custo reduzido, mas podem causar danos irreversíveis ao usuário;
  • As lentes graduadas de segurança precisam obedecer às exigências mínimas de espessuras da ANSI 87.1, cada milímetro faz diferença. Portanto, pergunte ao fornecedor;
  • Verifique se a empresa que fornece os óculos realiza as medições necessárias – DP (distância pupilar) e altura da pupila.

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Por que precisa tirar a barba para trabalhar com máscara de proteção?

O que fazer quando a empresa exige isso?

Este é um assunto onde ainda há algumas dúvidas que certamente precisam ser esclarecidas. Afinal, uma empresa pode não contratar alguém por conta de cabelos ou barba volumosos? Como o colaborador deve se portar? O que a legislação diz a respeito deste tema? Esperamos responder todas estas perguntas neste artigo.

Uma empresa pode realmente deixar de contratar uma pessoa por conta de cabelos ou barba volumosos?

Tudo dependerá da atividade a ser exercida, inegavelmente em alguns casos a proibição do uso de barba ou cabelo grande nada mais é que uma precaução do empregador com o colaborador.

Por exemplo, um soldador que tenha uma barba cumprida corre um risco grande caso a máscara de proteção, eventualmente, não a cubra totalmente, o que pode acontecer.

Outro exemplo que podemos usar é com relação a proteção respiratória. Para usar uma máscara de proteção respiratória num ambiente que possa conter gases químicos, por exemplo, é necessário que o usuário esteja sem barba, pois a máscara pode não fazer a vedação adequada, deixando assim o agente contaminador penetrar nas suas vias respiratórias e também a instalação de partículas infecciosas na barba.

Entre muitos outros exemplos.

Como o colaborador deve se portar?

Não é incomum saber de casos onde empresas deixam de contratar pessoas por conta do uso de barba. E como se portar diante disto?

A mera proibição do uso de barba ou cabelos volumosos é tratada como discriminação, contudo, por conta da função exercida, a proibição é uma medida de segurança.

Cabe ao colaborador analisar se é uma medida meramente estética ou se é por segurança, caso seja por segurança, o colaborador deve decidir acatar a imposição da empresa ou não aceitar o trabalho.

O que a legislação diz a respeito deste tema?

Um bancário corre risco de saúde por conta de sua barba em atividades cotidianas? Logicamente que não, e por isso o Banco Bradesco foi condenado por discriminação estética em Ação Civil Pública no ano de 2008, o juiz usou como fundamento o artigo 3º, inciso IV da Constituição Federal de 1988.


“Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
[…]
IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”


Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm

Concluímos então que tudo depende da função exercida, caso seja apenas uma discriminação estética, temos o exemplo do que pode acontecer com uma empresa, mas caso seja por segurança, cabe ao colaborador ter bom senso e discernimento para entender o posicionamento da empresa.

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