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Por que precisa tirar a barba para trabalhar com máscara de proteção?

O que fazer quando a empresa exige isso?

Este é um assunto onde ainda há algumas dúvidas que certamente precisam ser esclarecidas. Afinal, uma empresa pode não contratar alguém por conta de cabelos ou barba volumosos? Como o colaborador deve se portar? O que a legislação diz a respeito deste tema? Esperamos responder todas estas perguntas neste artigo.

Uma empresa pode realmente deixar de contratar uma pessoa por conta de cabelos ou barba volumosos?

Tudo dependerá da atividade a ser exercida, inegavelmente em alguns casos a proibição do uso de barba ou cabelo grande nada mais é que uma precaução do empregador com o colaborador.

Por exemplo, um soldador que tenha uma barba cumprida corre um risco grande caso a máscara de proteção, eventualmente, não a cubra totalmente, o que pode acontecer.

Outro exemplo que podemos usar é com relação a proteção respiratória. Para usar uma máscara de proteção respiratória num ambiente que possa conter gases químicos, por exemplo, é necessário que o usuário esteja sem barba, pois a máscara pode não fazer a vedação adequada, deixando assim o agente contaminador penetrar nas suas vias respiratórias e também a instalação de partículas infecciosas na barba.

Entre muitos outros exemplos.

Como o colaborador deve se portar?

Não é incomum saber de casos onde empresas deixam de contratar pessoas por conta do uso de barba. E como se portar diante disto?

A mera proibição do uso de barba ou cabelos volumosos é tratada como discriminação, contudo, por conta da função exercida, a proibição é uma medida de segurança.

Cabe ao colaborador analisar se é uma medida meramente estética ou se é por segurança, caso seja por segurança, o colaborador deve decidir acatar a imposição da empresa ou não aceitar o trabalho.

O que a legislação diz a respeito deste tema?

Um bancário corre risco de saúde por conta de sua barba em atividades cotidianas? Logicamente que não, e por isso o Banco Bradesco foi condenado por discriminação estética em Ação Civil Pública no ano de 2008, o juiz usou como fundamento o artigo 3º, inciso IV da Constituição Federal de 1988.


“Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
[…]
IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”


Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm

Concluímos então que tudo depende da função exercida, caso seja apenas uma discriminação estética, temos o exemplo do que pode acontecer com uma empresa, mas caso seja por segurança, cabe ao colaborador ter bom senso e discernimento para entender o posicionamento da empresa.

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