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Quais as diferenças entre Luva de Raspa e Luva de Vaqueta?

Dos EPI’s, as luvas fazem parte dos itens mais utilizados pelos colaboradores, e dentre os tipos estão as luvas de raspa e de vaqueta, que serão nosso tema no dia de hoje.

As duas são, igualmente, muito utilizadas por profissionais que trabalham muito com as mãos em situação de risco.

Neste post veremos quais as características das luvas de raspa e de vaqueta, também veremos quais os setores onde elas,certamente, são mais utilizadas.

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MATERIAL

Ambas são provenientes de couro bovino, porém a diferença é que a Luva de Vaqueta vem da parte externa da pele e a luva de Raspa sai da parte interna da pele do boi, esta separação é feita em virtude de um processo químico.

Embora elas venham a partir, teoricamente falando, do mesmo material, possuem funções distintas.

Luva de Vaqueta

Por sua espessura ser menor, sua utilização é feita para serviços que precisem de mais tato, assim como:

  • Trabalhos envolvendo eletricidade;
  • Indústria petroquímica;
  • Indústria moveleira;
  • Construção civil;
  • Montagem de estruturas metálicas;
  • Manutenção em geral;
  • Mineração;
  • Carga e descarga de materiais.

Entre outros.

Cuidados

Para assegurar que a luva continue inegavelmente eficiente, serão necessários alguns cuidados:

  • Para limpar, precisará utilizar um pano umedecido com água e deixar que seque naturalmente;
  • Sobretudo não utilize de secadores ou fontes de calor;
  • Guarde sempre em locais secos, longe de raios ultravioletas e de excessivo calor;
  • Quando for necessário utilizar as luvas por um tempo longo sempre alterne com outro par, assim o suor não prejudicará o material da luva;
  • Em hipótese alguma utilize processos de lavagem industrial, pois isso irá diminuir radicalmente o nível de proteção.

Luva de Raspa

Estas luvas são mais resistentes, já que podem ser feitas apenas de Raspa ou podem ser confeccionadas em conjunto a outros tecidos.

Elas são melhores para usar em trabalhos mais brutos, por exemplo:

  • Funilaria;
  • Montagem de estruturas metálicas;
  • Manuseio de materiais escoriantes;
  • Trabalho em metalúrgicas;
  • Trabalhos com solda;
  • Trabalho em carpintaria;
  • Trabalho em agricultura;
  • Carga e descarga de materiais pesados.

Entre outros.

Cuidados

Este material possui sensibilidade à umidade, sendo assim, recomenda-se uma lavagem a seco, isto quando necessário. Caso perceba umidade ou danos no interior, não arrisque a segurança de suas mãos utilizando as luvas.

Basicamente a diferença é esta:

  • Luva de Vaqueta: Usada para trabalhos mais complexos e também àqueles que necessitam do tato.
  • Luva de Raspa: Usada para trabalhos mais pesados, trabalhos de solda, contra agentes escoriantes etc.

Tanto a luva de Raspa como a luva de vaqueta são EPIs, sua função é fornecer segurança ao trabalhador, portanto, caso o PPRA mande, deverão ser implementadas no ambiente de trabalho, obedecendo fielmente ao que o profissional responsável orientar.

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abafador

Quais os tipos de protetores auriculares?

Os protetores auriculares são importantíssimos quando o assunto é equipamento de proteção, porque ruídos constantes, sendo altos ou baixos, podem trazer danos permanentes à audição. O protetor a ser escolhido dependerá da função exercida.

Veja mais sobre escolha de EPI neste link.

Tipos de protetores auriculares

Abafadores

Este tipo de proteção é confeccionada com duas conchas, geralmente de plástico, internamente forradas de espuma ou outro material isolante.

Essas conchas são ligadas por um arco ajustável sobre a cabeça, conforme o modelo pode ser feito por trás da cabeça. Não atrapalha a comunicação com os demais colaboradores, tendo eficácia contra ruídos de alta intensidade e de altas frequências.

Não precisar tirar as luvas para mexer neles é outra vantagem deste tipo de protetor. Mas há o problema dele atrapalhar o uso de outros como o capacete e o óculos, por exemplo, a solução é usar um acoplável aos capacetes que permitem isso.

Este tipo é mais caro, mas em compensação eles têm uma usuabilidade maior, sendo que em alguns casos, você pode apenas trocar as almofadas quando estiverem desgastadas.

Inserção

Estes são confeccionados em silicone ou espuma expansível. Os descartáveis são utilizados por pessoas que vão esporadicamente ao chão de fábrica.

A forma de colocar é simples, só precisa aperta-los com os dedos e, como o nome já diz, inseri-los no canal auditivo. Não pode ser feito com as mãos sujas, para que não haja contaminação no canal auditivo.

Portanto use o seguinte padrão: por trás da cabeça, puxe a orelha para cima e ajuste o protetor com a mão que está livre, quando quiser aliviar a pressão, basta bocejar.

Ele é indicado para trabalhos com ferramentas leves ou em locais que tenha maquinário pesado e caminhões.

Eles também podem ser reutilizados, mas para isso, precisarão ser lavados com água morna, sabão neutro e em água corrente.

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CUIDADOS COM O PROTETOR AURICULAR

Mantenha o equipamento sempre em boas condições de uso, portanto evite ao máximo toca-los com as mãos sujas. Sempre os lave, tanto o concha como o de inserção, em água corrente, até que seja retirada toda a sujeira.

Não utilize de detergentes, álcool ou outros solventes químicos, apenas sabão neutro. Caso o material do protetor seja o silicone, lembre-se sempre de secar com pano limpo e longe do sol, assim você consegue evitar o ressecamento do material.

Sempre faça uma inspeção visual após executar a limpeza no protetor. Se o seu protetor for um abafador, preste atenção na haste do equipamento, avalie a vedação oferecida pelo selo da concha e veja também se está sendo exercida a pressão correta na região ao redor das orelhas.

Em resumo, observe as condições de uso das hastes, conchas e das espumas sempre. Lembre-se de guardar em local fechado, como por exemplo, uma caixa.

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duvida

Quais os critérios para escolher um EPI?

Quando se fala de medidas para prevenção de risco, surpreendentemente, o EPI (Equipamento de Proteção Individual) é o último passo a ser dado. Porque, antes de usá-lo, a empresa precisa usar todas as formas possíveis para eliminar ou pelo menos diminuir ao máximo os riscos existentes.

A empresa é responsável por estar sempre melhorando as condições de trabalho sendo com EPC (Equipamento de Proteção Coletiva), melhorias ergonômicas ou outras formas. Além disso, o controle é fundamental, ele pode ser exercido através de treinamento, mapas de riscos, sinalizações, dentre outros.

Veja mais sobre isso nas postagens sobre PPRA e sobre PCMSO.

O que considerar antes de escolher o EPI

Primeiramente precisamos entender que há alguns parâmetros da NR-6 que deixa bem explícito sobre a importância da competência, qualidade e durabilidade do equipamento diante da NR. Vemos isto em 6.2:


“6.2
O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação – CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego”.

Fonte: https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-06.pdf

O que é CA?

CA é a sigla para Certificado de Aprovação, ele é exigido pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) com a finalidade de assegurar a qualidade e perfeito funcionamento do equipamento de segurança.

Antes de começar a ser comercializado, o equipamento precisará passar por vários testes, caso seja aprovado, o CA será emitido, e desta forma ele estará liberado para venda.

Este é o primeiro ponto a ser analisado antes de adquirir algum EPI, o certificado comprovará que o equipamento está pronto para ser usado, assegurando a integridade e saúde do colaborador.

Alguns outros aspectos fundamentais para a escolha do EPI são o Cartão de Registro do Fabricante (CRF) ou do Importador (CRI).

Quem deve escolher o EPI?

Comprar o EPI não deve ser feito por setores alheios ao assunto.

Estes equipamentos carregam uma grande responsabilidade por causa de sua função e finalidade, sendo assim, é necessário que um setor ou um profissional especializado estabeleça e aponte quais equipamentos precisarão ser comprados.

Busque EPIs que:

  • Não ofereçam mais perigos;

O equipamento não pode atrapalhar qualquer movimento ou o campo de visão de quem o utiliza, então sempre preste atenção se o equipamento adquirido será eficaz na proteção e se este não atrapalhará o colaborador.

  • Sejam fáceis de usar;

Um equipamento fácil de usar é muito importante para que este seja aceito pelos colaboradores e também para que possa ser utilizado de forma correta.

  • Tenham ajustes e regulagens;

Vamos usar o capacete de exemplo, ele permite que a carneira seja regulada conforme a cabeça de quem o usará, para ter o máximo de conforto, algumas têm ajuste na cinta jugular para garantir um melhor ajuste e evitar que eles se soltem em caso de impactos mecânicos.

Sempre pense no conforto do EPI, ele precisa ter ajustes e regulagens para um melhor encaixe ao corpo do colaborador.

Escolha os EPIs baseado na colaboração de todos

Mostre aos colaboradores as principais NRs, principalmente as que cabem na função que estes exercerão, os conscientize a respeito dos equipamentos que serão necessários durante todo o dia de trabalho.

Posteriormente fazer isto, use a ajuda deles para melhor escolher o equipamento. Desta forma, eles se sentirão importantes e compreenderão como é importante usar adequadamente estes equipamentos para assegurar sua integridade e sua saúde.

Teste os equipamentos

Examinar e testar os equipamentos permite uma saber qual deles terá um menor custo, mas o maior conforto e efetividade.

Divisão dos EPIs

Já que eles são ajustados conforme os riscos que evitam, os equipamentos são divididos pelas partes do corpo.

Por exemplo, o capacete é para a cabeça, para a audição temos os abafadores e os protetores auriculares, e desta forma segue até os pés.

Em resumo, cada parte do corpo tem o seu tipo específico de equipamento.

Conclusão

Nessas horas é sempre bom consultar o seu Técnico de Segurança do Trabalho ou o profissional que esteja responsável pelo setor na sua empresa.

Lembre-se também que não basta apenas comprar o EPI e entregar aos colaboradores, é preciso dar as instruções para o uso correto do equipamento, mostrando o porquê deles precisarem usar sempre e também sobre a sua conservação.

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NR-32, a norma da saúde.

Por que essa norma é tão importante?

Se existe um local onde há riscos a se evitar, este local é o ambiente hospitalar. Portanto encontramos diversos riscos no dia a dia, tais como perfurações e cortes. Sendo assim, a NR-32 é a responsável por regulamentar e padronizar o uso dos equipamentos corretos.

O que é a NR-32?


“32.1 – Do objetivo e campo de aplicação.
32.1.1 – Esta Norma Regulamentadora – NR tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral.
32.1.2 – Para fins de aplicação desta NR entende-se por serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população, e todas as ações de promoção, recuperação, assistência, pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade.”.

Fonte: http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR32.pdf

Como manter protegido o servidor da saúde?

A prevenção e controle de riscos, acidentes e doenças vem, primeiramente, da conscientização do emprego de EPI e também ao investir na segurança dentro do ambiente. Para esta finalidade que a NR-32 foi constituída, a fim de reger os critérios fundamentais para a implementação dos critérios de proteção à saúde e segurança dos colaboradores em serviços de saúde.

Resguardar o profissional da saúde por causa de precauções fará com que os riscos durante a execução de suas atividades reduza. A NR-32 determina as normas para que a administração controle os riscos a seguir:

  • Risco Biológico;
  • Riscos Químicos;
  • Radiações Ionizantes;
  • Resíduos;
  • Condições de Conforto por Ocasião das Refeições;
  • Lavanderias;
  • Limpeza e Conservação;
  • Manutenção de Máquinas e Equipamentos.

Medidas de Segurança

Todos os critérios de proteção precisam ser implementados através de avaliação prevista no PPRA, junto ao PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) e a NR-32, definindo assim o comportamento necessário para precaver a segurança do colaborador nesses locais.

Não podemos deixar de lado a obrigatoriedade, regida por lei, com efeito de os empregadores proporcionarem aos colaboradores a habilitação necessária para o exercício de suas funções, tais como, provisão de EPI adequado para cada função e o armazenamento em lugar com acesso fácil e com quantidade imprescindível para substituição imediata.

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Dicas para compra certa de óculos de proteção graduados

Quais os cuidados que preciso na hora da compra?

Uso óculos de grau, mas meu trabalho exige que eu use EPI, quais os procedimentos para aquisição de um óculos de proteção que já venha com o grau certo pra mim? Neste artigo daremos à você algumas dicas para a compra certa

  • Ao realizar a consulta com um oftalmologista informe que se trata de receita para óculos de segurança;
  • Sempre consulte o CA da peça antes de adquiri-la, os links são: http://caepi.mte.gov.br/internet/consultacainternet.aspx
    ou https://consultaca.com/;
  • Questione qualquer atributo da lente ou armação que não esteja contemplado na descrição do CA;
  • Verifique qual o material da lente que é permitido na armação;
  • Os CAs estão vinculados ao CNPJ do fabricante, verifique se o fornecedor das lentes graduadas é o próprio fabricante;
  • Caso o fabricante terceirize a confecção das lentes, exija a carta de homologação na qual o mesmo autoriza o fornecedor a inserir lentes em suas armações;
  • A colocação de lentes graduadas em armações por conta própria, em óticas convencionais caracteriza invalidação do CA e perda da garantia do fabricante;
  • Desconfie de armações graduadas muito baratas, armações fora das especificações tem custo reduzido, mas podem causar danos irreversíveis ao usuário;
  • As lentes graduadas de segurança precisam obedecer às exigências mínimas de espessuras da ANSI 87.1, cada milímetro faz diferença. Portanto, pergunte ao fornecedor;
  • Verifique se a empresa que fornece os óculos realiza as medições necessárias – DP (distância pupilar) e altura da pupila.

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O que acontece com a empresa que não fornece EPI e EPC?

Quais as responsabilidades de cada uma das partes?

O EPI, equipamento de proteção individual, é a junção de vários e diferentes tipos de equipamentos, mas todos com o intuito de proteger o indivíduo de perigos característicos de determinada função.

Os equipamentos são divididos entre óculos, luvas, capacetes, botas, entre muitos outros.

Segundo a NR-6, o empregador é obrigado a providenciar estes equipamentos aos seus colaboradores, a fim de mantê-los seguros e protegidos aos possíveis perigos à sua integridade física ou a saúde do trabalhador.

A questão é que há empresas despreocupadas com o fornecimento do EPI necessário, e adequado, aos seus funcionários, e isto pode causar algum processo legal contra a empresa. Sendo assim, o colaborador tem motivos para exigir o cumprimento de seus direitos.

O Equipamento de Proteção Individual é exigido por lei, não é uma opção, mas sim uma obrigação e um dever da empresa.

O que acontece com a empresa que não fornece EPI?

Segundo o ART. 200 da CLT, o estabelecimento das disposições complementares às normas relativas à segurança e medicina do trabalho fica sob responsabilidade do Ministério do Trabalho.

Sendo assim, em 08 de Junho de 1978, foi aprovada a Portaria nº 3.214 pelo Ministério do Trabalho, que regimentou as NRs (Normas Regulamentares) referentes a medicina e segurança do trabalho.

Quantas normas existem?

Não importa o ramo da empresa; ela pode ser industrial, comércio, serviço ou construção, se ela não fornecer o EPI corretamente aos colaboradores, ela certamente corre o risco de ser advertida e multada.

Também pode ocorrer do colaborador se recusar a trabalhar sem o equipamento, e não poderá ser demitido por justa causa por conta disso, pois caso aceite trabalhar assim, estará pondo sua vida em risco, além de concordar com uma empresa que desrespeita a legislação de Normas Técnicas (NBRs).

O funcionário poderia até comprar o seu próprio EPI, guardar o comprovante, e ir à justiça para cobrar da empresa.

O que acontece se o empregado não usar o EPI?

Ao não querer usar o EPI, a empresa tem o direito e o dever de adverti-lo e, caso persista, pode até demiti-lo por justa causa. O colaborador, ao não usar o EPI, será responsabilizada , principalmente, a empresa caso haja uma fiscalização e este esteja sem o equipamento.

Por este motivo, é dever da empresa notificar e advertir o funcionário, e caso o funcionário insista em não usar o EPI, uma demissão por justa causa é direito da empresa.

Termo de responsabilidade de EPI

Há algumas formas de controlar o uso de EPI, temos o Vending Machine, o MOB controle, o clássico termo de responsabilidade do EPI assinado no papel.

Mas em todos estas formas de controle será encontrado tudo sobre o EPI e o EPC que deverá ser utilizado pela empresa, também determina quais cuidados serão necessários para que o equipamento dure o máximo possível.

Quando o equipamento já está no fim da sua vida útil, é responsabilidade da empresa fazer a substituição do mesmo, a não ser que o equipamento tenha sido danificado ou perdido por maus cuidados do colaborador.

Caso o equipamento seja danificado em decorrência de uso normal, o superior deverá ser comunicado para que seja feita a solicitação de substituição.

Colaborador lembre-se: só assine o termo de responsabilidade após receber o treinamento propicio para uso adequado do EPI.

Empresa não fornece EPI: o que eu faço?

Primeiro o funcionário precisa entrar em contato com o sindicato próprio à sua função para saber quais são os EPIs obrigatórios para o exercício da sua atividade.

Porque as vezes acontece do colaborador crer que o uso do equipamento é obrigatório para ele, mas dependendo da sua função, não é, e acaba acusando injustamente a empresa.

Ao se confirmar a obrigatoriedade do EPI, o colaborador pode ir ao Ministério do Trabalho e fazer uma denúncia anônima, dessa forma a empresa será advertida e multada.

Caso o funcionário se sinta muito lesado, conseguindo reunir provas concretas que ficou exposto aos riscos no ambiente de trabalho, tem o direito de processar a empresa, podendo pedir indenização por danos morais e até materiais em virtude de algum problema que tenha sido causado ao colaborador pela falta de EPI.

Treinamento para uso do EPI e técnico de Segurança do Trabalho

Treinar os funcionários para usar corretamente o EPI e executar suas atividades é uma obrigação da empresa, para que estes tenham a máxima segurança possível no cotidiano.

Deve-se contratar um Técnico de Segurança do Trabalho para que haja uma consultoria ou para o treinamento, proporcionando o melhor aprendizado possível aos colaboradores, para que a empresa tenha trabalhadores mais seguros.

É bom lembrar que, quanto menos acidentes tiverem, menos custos a empresa precisará arcar, e menos recursos a empresa perderá.

Dependendo do ramo da empresa, a contratação de um profissional de Segurança do Trabalho é obrigatória. Algumas empresas podem apenas contratar consultorias ou terceirizadas, para a execução destes treinamentos.

E na obra? Como fica o EPI? E se for autônomo?

Pense que você contratou um pedreiro, ou está iniciando algum projeto. Se você não contratou um engenheiro, e está executando tudo de qualquer jeito, sem ART, sem projeto, caso o pedreiro não use EPI, as consequências recairão sobre você.

Na ocorrência de algum acidente com o pedreiro, eles podem considerar você como responsável.

Sendo assim, deve ser sempre exigido ao trabalhador o uso do EPI adequado para o serviço que tenha sido contratado a fazer. Isto traz uma garantia de segurança à ambas as partes.

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O que são Normas Regulamentadoras (NR)?

Para quê elas servem?

Para entender o que são e como surgiram, precisaremos voltar um pouco no tempo. Neste artigo vamos descrever não só quando surgiu, qual o processo para sua criação, quais são as NRs, mas também outros assuntos.

Quando surgiu?

Antes de serem criadas as normas veio a lei nº 6.514 de 22 de dezembro de 1977, que permitiu a redação dos ART. 154 a 201 da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) próprias à segurança e medicina do trabalho.

Segundo o ART. 200 da CLT, o estabelecimento das disposições complementares às normas relativas a segurança e medicina do trabalho fica, no entanto, sob responsabilidade do Ministério do Trabalho.

Sendo assim, em 08 de Junho de 1978, foi aprovada a Portaria nº 3.214 pelo Ministério do Trabalho, que regimentou as NRs (Normas Regulamentares) referentes a medicina e segurança do trabalho.

Quantas normas existem?

A Portaria nº 3.214 aprovou 28 normas regulamentares, mas atualmente temos 37 normas.

Para se manter atualizado CLIQUE AQUI e acesse ao site onde estão as normas.

Quais são as normas?

  • NR-1 – Disposições Gerais;
  • NR-2 – Inspeção Prévia;
  • NR-3 – Embargo ou Interdição;
  • NR-4 – Serviços especializados em engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho;
  • NR-5 – Comissão interna de prevenção de acidentes;
  • NR-6 – Equipamento de Proteção Individual – EPI;
  • NR-7 – Programa de controle médico de saúde ocupacional;
  • NR-8 – Edificações;
  • NR-9 – Programa de prevenção de riscos ambientais;
  • NR-10 – Segurança em instalações e serviços de eletricidade;
  • NR-11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de materiais;
  • NR-12 – Segurança no trabalho em máquinas e equipamentos;
  • NR-13 – Caldeiras, vasos de pressão e tubulações e tanques metálicos de armazenamento;
  • NR-14 – Fornos;
  • NR-15 – Atividades e operações insalubres;
  • NR-16 – Atividades e operações perigosas;
  • NR-17 – Ergonomia;
  • NR-18 – Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção;
  • NR-19 – Explosivos;
  • NR-20 – Segurança e saúde no trabalho com inflamáveis e combustíveis;
  • NR-21 – Trabalhos a céu aberto;
  • NR-22 – Segurança e saúde ocupacional na mineração;
  • NR-23 – Proteção contra incêndios;
  • NR-24 – Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho;
  • NR-25 – Resíduos industriais;
  • NR-26 – Sinalização de segurança;
  • NR-27 – Registro profissional do técnico de segurança do trabalho (REVOGADA);
  • NR-28 – Fiscalização e Penalidades;
  • NR-29 – Norma regulamentadora de segurança e saúde no trabalho portuário;
  • NR-30 – Segurança e saúde no trabalho aquaviário;
  • NR-31 – Segurança e saúde no trabalho na agricultura, pecuária silvicultura, exploração florestal e arquitetura;
  • NR-32 – Segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde;
  • NR-33 – Segurança e saúde nos trabalho em espaços confinados;
  • NR-34 – Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção, reparação e desmonte naval;
  • NR-35 – Trabalho em altura;
  • NR-36 – Segurança e saúde no trabalho em empresas de abate e processamento de carnes e derivados;
  • NR-37 – Segurança e saúde em plataformas de petróleo;

Quem elabora as normas regulamentares?

Uma comissão tripartite é composta por representantes do governo, dos empregados e dos empregadores, em síntese ela é responsável por elaborar e modificar estas normas.

As NRs só podem ser elaboradas ou modificadas mediante publicação oficial do Ministério do Trabalho, o que acontece sempre que o órgão avalia que há necessidade da criação, exclusão ou melhoria de alguma norma.

Quais necessidades são avaliadas para a criação de novas normas?

  • Demandas da sociedade;
  • Bancadas de empregadores e trabalhadores;
  • Órgãos governamentais;
  • Necessidades apontadas pela inspeção do trabalho;
  • Compromissos internacionais;
  • Estatísticas de acidentes e doenças.

Qual o processo para criação das normas?

  1. Definição de prioridades;
  2. Formulação de texto técnico básico;
  3. Consulta pública;
  4. Discussão tripartite;
  5. Análise final;
  6. Publicação;
  7. Acompanhamento da implementação;

Quais as principais entidades participam na elaboração análise das NRs?

  1. Fundacentro;
  2. Ministério da Saúde;
  3. Ministério da Previdência Social;
  4. Ministério Público do Trabalho;
  5. Marinha do Brasil;
  6. Ministério dos Transportes;
  7. Ministério das Minas e Energia;
  8. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento;
  9. Departamento Nacional e Produção Mineral;
  10. Agências Reguladoras (ANVISA, ANP, ANEEL);

Entre outros.

Qual é a NR mais importante?

Tudo vai depender da área de atuação que sua empresa está inserida.

Por exemplo, para empresas do ramo hospitalar, a norma mais importante é a NR-32, para empresas que trabalham com limpeza de vidros de prédios a NR-35 é fundamental, para empresas do ramo de mineração a NR-22 precisa ser cumprida em 110%. Sendo assim, entendemos que tudo depende do seu ramo de atuação.

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Por que precisa tirar a barba para trabalhar com máscara de proteção?

O que fazer quando a empresa exige isso?

Este é um assunto onde ainda há algumas dúvidas que certamente precisam ser esclarecidas. Afinal, uma empresa pode não contratar alguém por conta de cabelos ou barba volumosos? Como o colaborador deve se portar? O que a legislação diz a respeito deste tema? Esperamos responder todas estas perguntas neste artigo.

Uma empresa pode realmente deixar de contratar uma pessoa por conta de cabelos ou barba volumosos?

Tudo dependerá da atividade a ser exercida, inegavelmente em alguns casos a proibição do uso de barba ou cabelo grande nada mais é que uma precaução do empregador com o colaborador.

Por exemplo, um soldador que tenha uma barba cumprida corre um risco grande caso a máscara de proteção, eventualmente, não a cubra totalmente, o que pode acontecer.

Outro exemplo que podemos usar é com relação a proteção respiratória. Para usar uma máscara de proteção respiratória num ambiente que possa conter gases químicos, por exemplo, é necessário que o usuário esteja sem barba, pois a máscara pode não fazer a vedação adequada, deixando assim o agente contaminador penetrar nas suas vias respiratórias e também a instalação de partículas infecciosas na barba.

Entre muitos outros exemplos.

Como o colaborador deve se portar?

Não é incomum saber de casos onde empresas deixam de contratar pessoas por conta do uso de barba. E como se portar diante disto?

A mera proibição do uso de barba ou cabelos volumosos é tratada como discriminação, contudo, por conta da função exercida, a proibição é uma medida de segurança.

Cabe ao colaborador analisar se é uma medida meramente estética ou se é por segurança, caso seja por segurança, o colaborador deve decidir acatar a imposição da empresa ou não aceitar o trabalho.

O que a legislação diz a respeito deste tema?

Um bancário corre risco de saúde por conta de sua barba em atividades cotidianas? Logicamente que não, e por isso o Banco Bradesco foi condenado por discriminação estética em Ação Civil Pública no ano de 2008, o juiz usou como fundamento o artigo 3º, inciso IV da Constituição Federal de 1988.


“Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
[…]
IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”


Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm

Concluímos então que tudo depende da função exercida, caso seja apenas uma discriminação estética, temos o exemplo do que pode acontecer com uma empresa, mas caso seja por segurança, cabe ao colaborador ter bom senso e discernimento para entender o posicionamento da empresa.

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